Quando, pouco depois, fui convidado por um psicanalista junguiano a participar de um grupo de estudos de formação de terapeutas florais dirigido por ele, eu já estava com toda naturalidade indicando uma ou outra flor para alguns dos meus clientes. Durante os 2 anos que permaneci nesse grupo vieram ao Brasil pela primeira vez os pesquisadores mais reconhecidos internacionalmente nessa área: os criadores dos florais da Califórnia, da Austrália, do Alasca, e eu fui fazendo seus cursos e integrando suas essências (florais, minerais e ambientais) à minha prática de aconselhamento e terapia individual.

Com o tempo, fui aprofundando meu entendimento dessa nova medicina vibracional com cursos no exterior, para poder conhecer as flores diretamente no seu habitat: em 96 estive na Califórnia, em 98 no Alasca, e em 2005 na Austrália.

Cartaz que produzi para divulgar o início do meu trabalho como ichinólogo, na Cidade do México, nos primeiros meses de 1984

Em 1982, quando residia no México, durante uma estadia de alguns dias numa casa de campo, com um grupo, fui convidado pelo dono da casa – ciente da minha já antiga relação com o I Ching – a fazer consultas para cada pessoa, já que eu não estava apreciando as leituras em voz alta com que ele vinha nos entretendo a cada noite.

Fui fazendo as consultas, com o nosso anfitrião, que conhecia todos ali muito bem, sempre presente; ao final da longa sessão ele me disse: – Você deveria começar a trabalhar com isso... E deu-me a entender que os hexagramas, da forma como eu os havia interpretado, revelavam tanto sobre as pessoas e sua situação de vida, e com tanta profundidade, e de forma tão útil para cada uma, que talvez aquele fosse o meu verdadeiro trabalho de vida.

No início de 84 comecei a dar consultas, aulas individuais e cursos, e aos poucos fui passando a ser um ichinólogo em tempo integral. Alguns meses depois, fascinado com o que me contavam algumas pessoas próximas sobre o curso de astrologia que estavam fazendo com a mestra Sarah Dominguez numa pequena vila no campo próxima da Cidade do México, aonde eu já estava indo nos meus fins de semana, mudei-me para a vilazinha e pus-me a estudar também os astros.

A partir daí, muito naturalmente, fui aos poucos incorporando os mapas natais, os trânsitos e as progressões dos clientes nas consultas, porque sentia que a astrologia revelava uma dimensão ainda mais ampla de cada um.


Voltando a residir no Brasil, no final da década de 80, ouvia as pessoas comentarem sobre os florais de Bach, que na época estavam se tornando conhecidos por aqui, até que uma aluna, médica e terapeuta, me convenceu a fazer uma experiência, que apreciei bastante, e logo duas amigas que estavam estudando o assunto e me conheciam muito me mostraram que eu precisava de novas flores.